terça-feira, 25 de agosto de 2009

Franquia Star Trek nos cinemas - Parte 1

Ultimamente, graças ao lançamento recente do filme "Star Trek" nos cinemas, a franquia, tanto cinematografica quanto as séries de TV, provavelmente, devem estar sendo desenterradas por muita gente (como é o meu caso).

Muitos não conhecem a série, ou os filmes, e nem fazem idéia do que seja. Um texto "bem resumido", do site Jovem Nerd, explica tudo o que é necessário para adentrar neste universo. Outra recomendação que faço é o podcast do Cinema com Rapadura.

Pra quem não sabe, Star Trek (ou Jornada nas Estrelas) nasceu bem antes de Star Wars (Guerra nas Estrelas) e tem uma premissa bem diferente. A série conta o futuro utópico da humanidade, onde uma nave, capitaneada por James T. Kirk, viaja o universo com o "simples" motivo de exploração científica, "indo onde nenhum homem jamais esteve".

Meu objetivo aqui é me ater aos filmes lançados para o cinema. Como é de se esperar, os filmes da série clássica são mais voltados para quem já assistiu a série, mas isso não impede quem não conhece de assistir - os filmes raramente criam situações que somente os fãs entendem.


1979 - Jornada nas Estrelas: O Filme


Ficha Técnica:
Título Original: Star Trek: The Motion Picture
Tempo de Duração: 130 minutos
Direção: Robert Wise
Roteiro: Harold Livingston, baseado em estória de Alan Dean Foster
Produção: Gene Roddenberry

Sinopse

Uma nuvem gigantesca vai em direção à Terra, destruindo tudo o que passa por perto. Quando percebem que a Terra corre risco de sumir do universo, a Federação decide mandar a melhor nave de sua frota - a Enterprise - para descobrir o que é a "nuvem" e tentar impedir a destruição do planeta.


Trailer



Considerações

Apesar da maioria dos fãs não gostar muito deste filme, este é o único que contém o espítito de exploração da série.

O filme lembra "2001", tanto no ritmo e visual quanto no conteúdo, mas sem a mesma profundidade - não que isso seja um defeito.

Um ótimo filme, com efeitos especiais impressionantes e roteiro bem aos moldes da "exploração espacial científica". O filme tem outros méritos, como apresentar, pela primeira vez, a nave Enterprise de forma que pareça realmente grande - exibindo detalhes nunca antes vistos - e tem, também, a trilha sonora de Jerry Goldsmith, que acabou sendo mais lembrada, inclusive, que a trilha da série clássica.

Nota: 8

5 cenas interessantes:
- A exibição da Enterprise enorme, cheia de detalhes
- Ver Spock chorando
- Spock entrando no centro da nuvem
- Final, no momento em que descobrem o que é a V'Ger
- Ver McCoy mau humorado


1982 - Jornada nas Estrelas II - A Ira de Khan

Ficha Técnica:
Título original: Star Trek II: The Wrath of Khan
Duração: 113 min
Direção: Nicholas Meyer
Roteiro: Harve Bennett (história), Jack B. Sowards (história), Samuel A. Peeples (não creditado), Nicholas Meyer

Sinopse

Este filme marca o início da Trilogia Genesis. É século 23. A USS Entreprise, espaçonave da federação, está realizando manobras de treinamento e o almirante James T. Kirk parece conformado com o fato de que esta pode ser a última missão de sua carreira. Mas Khan está de volta. Acompanhado de seu exilado bando de super homens genéticos, Khan, brilhante renegado da Terra no século 20, tomou a Estação Espacial Regula Um, roubou um secreto dispositivo chamado Projeto Gênesis, apoderou-se de outra nave da Federação e agora planeja preparar a mais mortífera de todas as armadilhas para o seu velho inimigo Kirk... mesmo ameaçando causar um apocalipse galático.


Trailer



Considerações

O filme resgata personagens de um episódio da série clássica, apresenta problemas familiares do capitão, detalhes do passado de alguns personagens, além de ter o ritmo e o humor da série clássica.

Com essas idéias no filme, não tinha como errar. O filme tem um roteiro interessante, bem construído (e sem furos), apesar de simples. Junte a isso o vilão mais carismático "do universo" ("Como dizia um ditado Klingon: a vingança é um prato que se come frio", diz ele em determinado momento do filme).

O filme exibe, também, batalhas espaciais tipicamente "navais" e emocionantes (nunca antes vista na série), momentos bastante tensos, além do final espetacular e de uma trilha sonora excelente e, pronto, temos um dos melhores - senão o melhor - filme de Jornada Nas Estrelas.

Nota: 9


--- Spolier ---
O "final espetacular" de que me refiro é o sacrifício feito por Spock para salvar a tripulação, algo totalmente inesperado, mesmo para "não fãs". Temos uma das cenas mais bonitas da saga, que é Spock e Kirk conversando sobre amizade através de um vidro, antes da morte de Spock.
--- Fim do Spoiler --


5 cenas interessantes:
- Teste Kobayashi Maru
- Cavernas no interior do planeta Genesis
- Batalha entre as duas naves (Enterprise e a nave capturada por Khan)
- Explosão da cápsula Genesis no espaço e a respectiva fuga da Enterprise
- Final dito acima (o Spoiler) e suas concequências de partir o coração


1984 - Jornada nas Estrelas III - À Procura de Spock

Ficha Técnica:
Título Original: Star Trek III: The Search for Spock
Direção: Leonard Nimoy
Roteiro: Harve Bennett
Produção: Harve Bennett

Sinopse (um grande Spolier)
Segunda parte da Trilogia Genesis. A tripulação volta e inicia, como de costume, reparos na nave. O problema é que a derrota de Khan e a criação do planeta Genesis não representaram grande vitória, pois Spock morreu e McCoy ficou inexplicavelmente louco. Com a chegada surpresa de Sarek, todos descobrem que, na verdade, McCoy está hospedando a essência do amigo Spock. Agora todos deverão partir, às pressas, com a U.S.S. Enterprise roubada para tentar salvar os dois amigos que sofrem com essa inesperada transformação.


Trailer



Considerações

O filme é uma continuação "obrigatória" ao segundo. O filme é bem interessante, mas tem algumas situações absurdas que me incomodam, como:


--- Spoiler ---
- O teletransporte de personagens importantes para o planeta Genesis, antes da nave explodir - ou seja, ninguém que estava na nave era importante;
- A forma como o sequestro da Enterprise foi feito;
- A sobrevivência de Spock no planeta Genesis sozinho;
-- Fim do Spoiler --


Cenas como as citadas anteriormente tornam o filme mais inverossímil. A troca da atriz que interpreta a tenente Saavik também foi algo que me incomodou - a anterior era "bem mais vulcana" que a nova.

Temos, novamente, um ótimo vilão: Cristopher Lloyd interpretando um Klingon. O filme segue o ritmo proposto pelo anterior, além de conter uma "continuação" da trilha sonora, ótima. O final do filme, como de costume, é excelente - a melhor parte do filme.

Nota: 7


5 cenas interessantes (todas são Spoilers!) :
- Ver Spock crescendo rapidamente (e passando pela puberdade)
- O sequestro e a fuga da Enterprise (e a sabotagem de uma outra nave...)
- Ver o vilão (um Klingon) ser representado por Cristopher Lloyd
- A luta final entre Kirk e o Klingon, enquanto o planeta se acaba, como num apocalipse
- Ver McCoy meio doido no inicio do filme


1986 - Jornada nas Estrelas IV - A Volta Para Casa

Ficha Técnica:
Título original: Star Trek IV: The Voyage Home
Duração: 119 min
Direção: Leonard Nimoy
Roteiro: Leonard Nimoy (história), Harve Bennett (história, roteiro), Steve Meerson, Peter Krikes, Nicholas Meyer

Sinopse

Última parte da Trilogia Genesis. Tripulação da U.S.S. Enterprise ainda vaga pelo espaço, em pleno século 23, e uma misteriosa força alienígena está ameaçando evaporar os oceanos e destruir a atmosfera da Terra. Numa frenética tentativa de salvar a humanidade, Kirk e seu grupo precisam voltar no tempo, na São Francisco de 1986, onde eles encontram um mundo totalmente caótico. O segredo para salvar o planeta está em duas baleias.


Trailer



Considerações

O filme, inevitavelmente, acaba abusando da comédia. Apesar de isso assustar alguns fãs, em nenhum momento o filme ficou "galhofa" (como diria o Jovem Nerd). Pelo contrário: as situações são totalmente contextualizadas. Depois de assistir o filme, você perceberá que não havia outra forma de o filme ser feito a não ser apelando para a comédia.

A proposta ecológica do filme é genial - além de inovadora para a época - , e, além de passar uma mensagem bonita, realmente faz pensar na "arrogância humana" (como dito pelo Sr. Spock).
Um ótimo filme e que, justamente por não se levar tão a sério, acaba sendo um dos melhores da saga - e, de quebra, uma ótima opção pra iniciar quem nunca viu Jornada nas Estrelas.

Nota: 8


5 cenas interessantes:
- Spock "meio doido" no início do filme, falando coisas sem sentido
- Spock dando o "golpe vulcano" num punk que leva um rádio portátil com o volume no máximo (e sendo aplaudido por isso)
- Qualquer cena em que McCoy apareça
- Chekov e Uhura perguntando para as pessoas na rua (incluindo um guarda) onde eles poderiam encontar navios nucleares
- Scotty tentando se comunicar com um computador


1989 - Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira

Ficha Técnica:
Título original: Star Trek V: The Final Frontier
Direção: William Shatner
Roteiro: William Shatner (história), Harve Bennett (história), David Loughery (história, roteiro)
Duração: 107 minutos

Sinopse

É a data estelar de 8454.130 e o capitão Kirk, que está de férias, tem que enfrentar dois desafios: escalar o El Caputan, no Yosemite, e ensinar cantigas de acampamento para Spock. Mas o lazer é bruscamente interrompido quando um vulcaniano renegado rouba a Enterprise e a leva para desvendar os mais profundos segredos do universo.


Trailer



Considerações

Na minha opinião, é o pior filme. Não é um filme "terrível", como muitos dizem, mas bem inferior aos outros. A premissa é bem interessante, porém, percebe-se que alguns trechos do filme foram feitas "nas coxas". Além disso, o filme tem algumas cenas absurdas, como ver Kirk escalando a montanha no início do filme.

O maior pecado do filme é, com certeza, o visual: iluminação mal feita na maior parte do filme e efeitos especiais piores que o do primeiro - parece apenas um episódio da série clássica. O filme acaba exagerando na comédia. Se, no quarto filme, as cenas engraçadas eram bem contextualizadas, neste aqui chegam a incomodar.

Não acho que o filme seja péssimo, como muitos dizem, pois tem algumas cenas interessantes, além do final. O filme resgata o espirito da série clássica, que havia sumido depois do primeiro filme. Um bom filme, apenas.

Nota: 6

5 cenas interessantes:
- Kirk, Spock e McCoy cantando em volta da fogueira, no início do filme
- Qualquer cena em que McCoy apareça
- Uhura cantando e dançando semi-nua, para atrair os soldados inimigos
- A cena em que McCoy enfrenta seus medos (um ótimo jogo de iluminação)
- O final do filme, quando encontram "deus"


1991 - Jornada nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida

Ficha Técnica:
Título Original: Star Trek VI: The Undiscovered Country
Tempo de Duração: 112 minutos
Direção: Nicholas Meyer
Roteiro: Nicholas Meyer e Denny Martin Flinn, baseado em estória de Leonard Nimoy, Lawrence Konner e Mark Rosenthal
Produção: Steven-Clarles Jaffe

Sinopse

Desgastados com a constante guerra travada ao longo dos anos, a Federação Interplanetária e o Império Klingon planejam uma conferência de paz. Insatisfeitos com esta possibilidade, alguns poderosos tramam o assassinato do Chanceler Klingon Gorkon, que será escoltado à Terra pela tripulação da Enterprise.


Trailer



Considerações

Se contextualizarmos o filme, ficará fácil de perceber a clara aluzão ao final da Guerra Fria. O filme trata de forma genial temas como preconceito contra os "inimigos", conspirações, o medo da mudança - no caso, a guerra acabar - entre outros. Talvez seja o filme mais inteligente da saga.
A premissa, por si só, já é interessante, ao mostrar o império Klingon cedendo à Federação pois, graças ao "incidente lunar", não terão como se virar e, muito menos, sustentar a guerra.

Todo o filme é muito bem realizado. Os efeitos estão excelentes, as cenas são bem dirigidas, o roteiro cheio de mistério e muito bem apresentado. O filme tem um ritmo tenso, que não diminui até os momentos finais.

A divisão do filme em duas linhas deixa o filme mais interessante. De quebra, mostra que o universo de Jornada nas Estrelas não é tão perfeito como parecia. Talvez o melhor filme da saga. Memorável.

Nota: 10

5 cenas interessantes:
- O jantar com os tripulantes da Enterprise e os Klingons (mais incômodo do que isso, impossível)
- A invasão na nave Klingon
- O julgamento de Kirk e McCoy pelos Klingons
- A batalha da Enterprise e da Excelsior contra a nave Klingon
- Spock lendo a mente da vulcana (a cena é tensa, assistam ao filme pra entender)


Fontes:
www.adorocinema.com
www.cinemacomrapadura.com.br
www.cineplayers.com

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Evolução do Mario e as inovações no mundo dos Games - Fase bônus

Não aguento mais escrever sobre o Mario! Brincadeira. Mas, de fato, preciso encerrar o assunto. Acontece que, devido à minha (falta de) organização, e uma certa falta de tempo, cometi algumas gafes, além de ter esquecido de citar o site Game Trailers, que foi o qual me fez perceber a real importância do Mario no mundo dos games.

Agora, as três partes do artigo estão melhor "lapidadas":

Afinal, um personagem gordo, baixinho, bigodudo, narigudo e que veste um macacão ridículo não teria chance de competir com outros se não fosse a originalidade e qualidade dos jogos em si, e não (só) do marketing.
Segue, abaixo, alguns vídeos do site GameTrailers, que citam a importância dos jogos do Mario (pra você não acharem que estou exagerando).


Top 10 jogos mais inovadores (em inglês): Mario é citado 2 vezes.







Top 10 criadores de games: Gunpei Yokoi (citado na parte 1) e Shigeru Miyamoto são citados







Top 10 franquias: Mario em primeiro. Não sei se é bom ou ruim (excesso de exposição?).








Pra finalizar, uma tirinha do Mario:

Créditos: Cyanide and Happiness (Tradução: blog Cyanide & Happiness Traduzidos)


Abraços e até a próxima!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Evolução do Mario e as inovações no mundo dos Games - Parte 3

(Links para parte 1 e parte 2)

1996 - Super Mario 64: finalmente Mario "3 dê", com um "dê" a mais

Plataforma: Nintendo 64

Castelo principal tem função semelhante aos antigos mapas: oferece acesso aos mundos

Na época de seu lançamento, foi praticamente unanimidade que o jogo era excelente. Recebeu nota máxima em várias revistas especializadas. Muitos consideraram como "o melhor jogo já feito". Hoje isso pode ser considerado exagero, mas a qualidade do jogo é inegável. Ele não "envelheceu" (mesmo com gráficos "toscos" de 1996, o jogo ainda soa é bonito e divertido).

Imagine uma das fases de Super Mario World ou Super Mario Bros. 3 simplesmente portada para as três dimensões? Pois é isso mesmo que você deve ter pensado: não funcionaria! O jogo precisava sofrer alterações, mas isso seria complicado, sonsiderando que havia a possibilidade de que a versão tridimensional perderia a alma dos jogos do Mario.

Isso não aconteceu, pois o jogo foi um sucesso! Porque? Não sei como foi a fase de criação, mas sei seu resultado: sem querer soar repetitivo, mas o segredo, novamente, é o Level Design. O charme dos jogos de plataforma estavam lá!

Agora, se o jogo tinha poucas fases (apenas 15 fases "normais"), o game tinha uma mecânica diferente: o objetivo não era mais chegar ao fim e, sim, recuperar as estrelas perdidas pelas fases, realizando objetivos (7 em cada fase, sem considerar as secretas do castelo principal).

Em resumo, o objetivo era a exploração. O jogo, para a época, dava uma liberdade enorme de movimentação. Os cenários são enormes. Mas não somente grandes, como bem desenhados, intuitivos. Caminhos são bem delineados, direcionando o jogador para os lugares corretos. Inevitável que o jogo ficasse diferente de seus antecessores em duas dimensões, mas basta dizer que ele é um dos jogos mais influentes da atualidade!

Mundos vastos

Todos os games seguiram o exemplo criado por este. Se antes de SM 64 os jogos de plataforma 3D eram simplesmente jogos de plataforma 2D com gráficos 3D e bifurcações, agora, praticamente um novo gênero havia sido criado.

Mas não basta inovar e criar. O jogo é extremamente bem feito, tudo no "timing" correto! Muitos críticos consideramque ele tem o melhor Level Design de todos os tempos! (agora, com o Super Mario Galaxy, a competição ficou difícil). A variação de cenários é impressionante!

Exemplos de Level Design: charme do 2D, liberdade do 3D

Temos que acrescentar também que agora Mario tinha bem mais habilidades do que o tradicional pulo e o Spin (quando Mario "roda" no SMW), contendo uma jogabilidade bem variada. Hoje, é difícil imaginar um jogo sem essas habilidades múltiplas - que, normalmente, são variações do clássico pulo: pulo triplo, pulo contra a parede, mortal etc. - , mas, obviamente, isso também foi uma inovação na época. Fica muito mais agradável e interessante explorar um mundo tridimensional assim.

Vale lembrar que, para possibilitar uma boa movimentação, o controle desenvolvido para o console tinha uma alavanca analógica, que permitia uma jogabilidade com precisão muito maior, sendo possível controlar a velocidade de movimentação e direcionar perfeitamente o personagem, sem a limitação das 8 direções dos direcionais digitais.






Gameplay (pelo Virtual Console)

Outro fato interessante é que jogo não é linear. Para entrar numa nova fase o jogador deve entrar em quadros colocados nas paredes das salas do castelo. Além disso, precisa-se de uma quantidade mínima de estrelas, requeridas para entrar em cada fase. Não existe a necessidade (com poucas excessões) de se coletá-las na ordem.

Outra inovação foi a câmera livre. Apesar de, às vezes, ter sido criticada (e eu concordo em parte) por atrapalhar em alguns momentos, foi de extrema importância para permitir que o game tenha toda essa liberdade.

Como eu disse anteriormente, não basta inovar, mas o jogo tem que ser bom. E o que é melhor, o jogo é bem extenso (mesmo para os padrões atuais)!


2002 - Super Mario Sunshine: férias frustradas do Mario
Plataforma: Game Cube

Ressurgimento do Yoshi

Nunca joguei este jogo, por isso serei sucinto. Me prenderei estritamente às minhas fontes de pesquisa. Nada de colocar minhas experiências (pois elas não existem).

Muitos não consideram tão bom quanto o anterior, mas convenhamos: além da espectativa gicantesca, é difícil ser tão inovador quanto foi seu antecessor. Pelas resenhas que já li, geralmente, o jogo é considerado excelente. Cenários gigantescos, ótimo Level Design, gráficos bonitos e polidos, jogabilidade excelente - provavelmente a característica mais marcante do jogo.


Como dito acima, a jogabilidade é o ápice do jogo: inova, pois praticamente o jogo inteiro é baseado no acessório FLUDD: uma mochila com jato de água que Mario leva durante todo o game.

Talvez o único ponto negativo - que costuma ser citado por críticos e fãs - sejam os cenários, um tando repetitivos. Afinal, o jogo se passa numa colônia de férias - ou seja, nada de fases com neve, por exemplo.






Trailer

Talvez a recepção não tão boa por parte do público tenha sido por culpa da grande espectativa. Sinceramente: não sei responder, pois ainda não joguei...


2007 - Super Mario Galaxy: o Mario foi pro espaço
Plataforma: Wii

Planetóide comum no jogo

O gênero plataforma estava em decadência. Além da preferência do público por outros gêneros, os jogos que existiam na época estavam se tornando repetitivos. Muitos críticos haviam decretado o fim dos jogos de plataforma. Até que surge Super Mario Galaxy.

Novamente, a equipe desenvolvedora da série consegue inovar e causar impacto - semelhante ao causado por Super Mario 64 e pelo primeiro Super Mario Bros..

Desta vez, os mundos não são cenários "comuns": são galáxias, cada uma com um conjunto de planetas. Planetas estes nas mais variadas formas e tamanhos.

Planetas em formatos absurdos

O funcinamento é semelhante a de SM 64: mundos com vários objetivos (o que significa passar por cada um deles mais de uma vez) e, ao realizá-los, o jogador ganha uma estrela. A grande inovação deste jogo é o conceito da gravidade, explorada ao máximo. Prepare-se para virar de ponta cabeça constantemente. Mas tome cuidado com os buracos negros, pois eles tem uma gravidade bem forte e te sugam caso você se distancie muito do planeta.

Novamente, a jogabilidade varia muito conforme a fase - mas, desta vez, a variação chega ao ponto de ser constante! Mario pula, roda, voa, nada, se transforma em fantasma e flutua, patina no gelo, pega carona com arraia etc. A jogabilidade é tão vasta que é impossível enjoar!

Pode incluir nessa lista fases com jogabilidade 2D. E antes que você pergunte: sim, são inovadoras e diferentes do que você já viu. Usam muito bem o conceito de gravidade.

Fase em 2D: setas indicam a direção da gravidade

E, novamente, aquela palavrinha: Level Design. Nunca um jogo foi tão variado em termos de Level Design como este. Pelo menos não que eu tenha jogado. Há as fases ao redor pequenos planetas, outras que se passam na parte interna deles, fases em tubos (com gravidade de todos os lados) etc.

Fase "dentro" do planeta (no caso, um platena cúbico)

O game brinca com a física e a persepção do jogador, colocando situações surreais e absurdas de forma extremamente divertida. É um jogo extenso e intuitivo. Antes de mais nada, é, definitivamente, um jogo do Mario, com direito a canos, Goombas, Power-ups, plantas-piranha etc. Um jogo fantásico, absolutamente!






Review pelo site GameTrailers



E chega ao fim a minha proposta de listar as inovações da série.
Comentários à parte: desculpem se pareci pretensioso. Fiz por realização pessoal. Minha intensão era fazer algo resumido, contar minhas experiências e, também, falar da importância da série de jogos. Ficou mais extenso do que eu imaginava...

Pra mim, uma das características principais num jogo deste tipo é, justamente, o Level Design. Se estes jogos, mesmo com as inovações que tiveram, tivessem cenários simples, com certeza teria menos da metade da graça de se jogar qualquer um deles.


Fontes:
http://jogos.uol.com.br/wii/analises/supermariogalaxy.jhtm
http://jogos.uol.com.br/gamecube/analises/mariosunshine.jhtm
http://ign64.ign.com/articles/150/150606p1.html

http://www.eurogamer.net/articles/the-history-of-mario-article?page=3
http://pt.wikipedia.org/wiki/Super_mario_64#Impacto

Crédito dos vídeos: GameTrailers

Primeiras Impressões: Lost (Primeira temporada)

Antes de mais nada, estou assistindo o início da primeira temporada. Sim, tenho que reconhecer: a série é f*da!

Imagem de divulgação do canal norte-americano ACB

Impressões:
  • Personagens bem desenvolvidos
  • Situações tensas e vicerais
  • Fotografia excelente
  • Muitos flashbacks
  • Dilemas e questionamentos internos dos personagens
  • Personagens imprevisíveis
  • Muitos mistérios...
  • ...colocados nos momentos certos, sem parecer incoerente
  • Nada de apelar para finais noveleiros, do tipo "e agora, vou ter que assistir o próximo episódio!"
Até o momento, esta sendo A série. Veremos o que os episódios futuros nos reserva...
Abraços!

Inspirado num post do blog do Johnny.

domingo, 16 de agosto de 2009

Evolução do Mario e as inovações no mundo dos Games - Parte 2

Como prometi, vou continuar o post sobre as inovações da série Mario. Segue:

(link para parte 1 e parte 3)

1986 - Super Mario Bros. 2

Plataforma:
Famicom Disk System* (japonês)
Nintendo Entertainment System (americano)

* Acessório para Famicom, que lia discos magnéticos, lançado somente no Japão.

Existem, na verdade, dois jogos diferentes que levam o mesmo nome:

- Super Mario Bros. 2 japonês, que aqui no ocidente ficou conhecido como Super Mario Bros. The Lost Levels;

- Super Mario Bros. 2 americano, que ficou conhecido no japão como Super Mario Bros. USA.


Super Mario Bros. 2 japonês

Veja a diferença entre o primeiro e a continuação: gráficos melhores, dificuldade aumentada (logo de cara, um Koopa Tropa pulando em sua direção)

É quase uma extensão do primeiro Super Mario Bros. É a mesma mecânica de jogo, com algumas poucas adições, como: o cogumelo preto (venenoso), que, ao encostar nele, Mario morre instantaneamente; e a opção de escolher entre Mario e Luigi, sendo que cada personagem tinha características de jogabilidade diferentes. Além disso, vale lembrar da superioridade gráfica em relação ao primeiro, tendo cenários um pouco mais detalhados.

Você acha isso difícil? Pois é, essas são as primeiras fases...

A grande diferença fica com a dificuldade, que chega a níveis realmente extremos em alguns momentos. Tanto é que este jogo não foi lançado no ocidente, sendo lançado somente na coletânea do Super Nintendo (Super Mario All Stars).
É um excelente jogo, mas só para hardcores!












Gameplay (pelo Virtual Console)


Super Mario Bros. 2 americano

Situação incomum: Mario, um ovo e um inimigo cor-de-rosa

É, na verdade, uma modificação de um jogo da Nintendo japonês, que se chama Doki Doki Panic. O jogo original conta a história de uma família árabe, que é sugada por um livro de fantasia e, a partir daí, eles precisam encontrar a saída. Na "versão Mario", a história é a seguinte: tudo não passa de um sonho do Mario! Pois é, a história não é das melhores...

Posso jogar com a princesa Peach?? Como assim??

No jogo, é possível escolher quatro personagens: Mario, Luigi, Toad (o "cogumelo vivo") e a princesa Peach, sendo que cada um conta com características de jogabilidade diferentes. No game, você já começa grande, ficando pequeno somente quando sobra uma barrinha de energia (coração, na versão do Super NES).












Gameplay

O jogo se baseia em erguer e objetos do chão (e inimigos também), e lançá-los, como forma de ataque. O game não tem canos, nem cubos, nem tartarugas, mas nem por isso deixa de ser ótimo!

Graficamente o jogo é bonito. Ele tem seus méritos!


1988 - Super Mario Bros. 3: o Super Mario definitivo!

Plataforma: Nintendo Entertanment System

Isso é Mario ou "Alice no país das maravilhas"?

Falar sobre esse jogo é complicado, pois é impossível ser parcial! Quando conheci este (que, aliás, foi o primeiro do Mario que joguei) tinha 6 anos de idade. Antes dele, só jogava "Arcades infinitos", em que o objetivo era alcançar a maior quantidade de pontos. Devo minha noção do que é um jogo de videogame de verdade à este game, pois foi a partir dele que virei um verdadeiro Gamer.

Finalizar um jogo somente não era suficiente: tinha que encontrar todos os bônus e lugares escondidos possíveis. E sim: ele tem muitos, mas muitos mesmo, lugares escondidos!

Exemplos de Level Design diferentes

O jogo marca a volta ao estilo Mario de ser, com direito a canos verdes, tartarugas, Goombas bobões, cubos, Power-ups, princesa sequestrada, Bowser, castelos etc. A primeira grande inovação é o surgimento de um mapa, onde o jogador pode escolher qual fase jogar.

Podemos selecionar fases diferentes nas bifurcações, sem sermos obrigado a passar por todas - ou, até mesmo, pular fases (perdendo um possível bônus, obviamente)! Além disso, algumas ações afetam o mapa, como vencer um castelo (abre uma porta trancada, e permite pular as primeiras fases, caso você escolha "continue" depois do game-over).

Mapa do primeiro mundo: a "porta trancada" está à direita, um pouco para baixo, do Mario. Ao vencer o castelo no centro, ela abre.

O jogo é mais fácil que o primeiro. Porém, agora ele é bem maior: com um total de 90 fases!
Outras diferenças são os Power-ups: agora, tinha o Racoon (guaxinim) que permite Mario voar por um tempo; o Tanooki, que, elém de voar, Mario pode se transformar em estátua e ficar invulnerável por um tempo; o Sapo, o P-Wing, etc., cada um com uma utilidade diferente.

Agora, cada mundo conta com um chefão único: os filhos do Bowser. Se o jogo tem um defeito, talvez seja a facilidade em matar os chefões (inclusive o Bowser)!

Qual será a sensação para um encanador em ver uma cena como esta?


Não é só o Mario que fica gigante.

O que torna esse jogo um clássico é justamente o Level Design: cada fase tem uma construção diferente, fazendo com que seja quase impossível de enjoar! Ele tem fases quase surreiais, como um castelo com lava no chão e no teto, fases verticais (se Mario for para o fim da tela à direita, resurgirá à esquerda!), fases aparentemente sem fim (pra passar, você precisa encontrar o lugar secreto), fases em que a tela se move sozinha, fase com muitas portas (várias falsas, que te fazem voltar), e mais!

Não é à toa que este é o jogo mais vendido do mundo até hoje (sem considerar jogos que venham junto com o console)! Um ótimo jogo, obrigatório para amantes de videogame.












Gameplay (pelo Virtual Console)


1990 - Super Mario World: Mario e um ... dinossauro?

Plataforma: Super Nintendo Entertanment System

Animação mais complexa (boné do Mario agora "escapa" da cabeça)

Com o lançamento do novo video-game, a Nintendo decide lançar um jogo do Mario junto. O que seria a continuação direta do Super Mario Bros. 3 para NES (portanto, seria o Super Mario Bros. 4), é lançado como jogo de estréia do video-game de 16 bits. Este foi meu primeiro contato com o "video-game de nova geração". Não preciso dizer que fiquei embasbacado: "olha, música 'de verdade', jogo bem mais colorido e fundo 'distante'!".

É claro que eram recursos "simulados", ou seja, música sintetizada com "samplers" e imagem de fundo que se movia mais lentamente, dando a ilusão de distância (o efeito "paralax"). Nada que se compare com as renderizações feitas em tempo real hoje em dia.

Efeitos da nova geração: muitos Sprites - no caso os "Boo's", os fantasminhas brancos acima - com efeitos de transparência.

O jogo tenta novamente inovar e ser diferente - apesar de que, na minha opinião, não causou o mesmo impacto que o SMB 3. Agora existem bifurcações dentro das fases, ou seja, dependendo de como você termina (normalmente ou pela passagem secreta) o jogo liberava mais de um caminho (incluindo atalhos, com alguns que poderiam te levar quase diretamente até o fim do jogo).

Este é o primeiro game da série a incluir (muitas) fases secretas e, como se não bastasse, mundos inteiros secretos (dois, pra ser mais exato). Como se não bastasse, alguns mundos só são possíveis de serem finalizados se você encontrar a passagem secreta!

Adicionalmente, você poderia repetir as fases quando quisesse, procurando mais e mais lugares secretos.

O jogo inclui também Yoshi, um dinossaurinho verde que poderia ser montado pelo Mario, adicionando habilidades diferentes, como engolir o oponente (com o Yoshi, e não com o Mario, XD), pisar em inimigos antes invensíveis, entre outras coisas.
Mario montado no Yoshi. Observe o Sprite (objetos 2D móveis) gigante (neste caso, "bullet bill"): só os videogames de 16 bits conseguiam produzir gráficos animados assim.

Agora, Mario poderia voar de verdade, sem tempo limite, dependendo unicamente da habilidade do jogador (não é tão fácil voar quanto você pensa).

Exemplo de Level Design: fase na diagonal.

Novamente, a melhor característica do jogo, que mostra a habilidade da equipe de criação, são os Level Designs. Fases, com plataformas móveis, plataformas que expandem e retraem, fases "altas" (muita vertigem), fases cheias de bifurcações etc.

Algumas fazes (principalmente os castelos e mansões mal-assombradas) abusam desse recurso, alguns utilizando de portas escondidas e portas falsas (que te fazem voltar).





Gameplay (pelo Virtual Console)

Não sei se foi o efeito SMB 3, mas não consegui colocar mais pontos positivos sobre o game. O jogo é ótimo, para muitos o melhor da série. Na minha opinião, porém, ainda prefiro o SMB 3 - talvez, também, por ser mais difícil que SMW.

Mesmo assim, é um jogo divertidíssimo, que mantém você jogando até o final pois, como de praxe, o design das fases varia muito!


1995 - Super Mario World 2 - Yoshi's Island: agora você pilota o Yoshi

Plataforma: Super Nintendo Entertanment System

Novamente, um jogo inovador do Mario. Desta vez, você controla os Yoshi's, e deve ajudá-los a levar Mario de encontro ao Luigi, que foi sequestrado por Baby Bowser; e levá-los para seus pais.

Não é somente um prequel. Logo de cara, percebe-se que este jogo é diferente: utilizando o hardware do Super NES ao máximo, ele tem um dos melhores gráficos para o console (senão o melhor). Os cenários são todos feitos como se fossem pintados com giz de cera e lápis de cor. É de uma beleza ímpar!

Desta vez, jogabilidade é totalmente diferente: quando Yoshi engole os inimigos e, após o jogador pressionar para baixo, transforma-os (os inimigos) em munição - ou seja, ovos! - que podem ser atirados em outros inimigos.

Desta vez não existem atalhos: o jogador deve passar as fases uma a uma. Apersar de linear, a quantidade de lugares secretos dentro da fase e o tamanho delas (normalmente bem grandes) compensa! Novamente, a melhor característica é os Level Designs. As fases são bastante complexas e detalhadas, escondendo bem certas passagens.

Cenários bonitos e complexos (e bem difíceis também).

Em alguns estágios, existe uma interação maior com o cenário de fundo: numa delas, um Chain Chomp (aquela bola preta acorrentada com dentes enormes) gigante sai do fundo da tela e devora um pedaço do chão, podendo te levar junto. Em outra fase, Yoshi se transforma num trenzinho que anda pela parede em trilhos desenhados. Em outro caso, um objeto de funto se movimento tridimensionalmente, graças aos recursos de vetorização de imagens (chip Super FX 2, explicado mais abaixo) do cartucho. Como de costume, as melhores (e mais difíceis) fases são os castelos.

Chip permite manipulação de objetos 3D, como o "tubo" à direita

Outra adição são os chefões, que agora são gigantes e (finalmente) difíceis. É curioso ver os tradicionais inimigos pequeninos do Mario sendo transformados (aumentando bastante de tamanho) em tempo real.

Veja o Chain Chomp saindo do fundo e vindo em direção ao Yoshi.

Aliás, o cartucho vem com o chip Super FX 2, que faz estas transformações em tempo real, pois converte estas imagens, normalmente pré-renderizadas, em imagens vetoriais, permitindo, assim, a transformação sem pixelizar.

Chefão do primeiro mundo. Veja a direfença em relação à imagem anterior: vetorização aumenta inimigo pequeno, sem "pixelizar" (tornar a imagem quadriculada)












Enfrentando um chefão (Big Boo): veja a transformação em tempo real

Como de costume, mais um jogo excelente e difícil de enjoar, pois cada fase tem um design diferente e divertido, fazendo o jogador querer jogar mais e mais.






Gameplay


Continua na parte 3.

Abraços!


Fonte: http://www.nesarchive.net/v3/super-mario-bros-2-japones/
http://www.nesarchive.net/v3/super-mario-bros-2-americano/
http://www.nesarchive.net/v3/super-mario-bros-3-2/


Crédito dos vídeos: GameTrailes e YouTube

Spoiler nos links a seguir!

Alguns exemplos de level design do SMB 3:

http://www.vgmaps.com/Atlas/NES/SuperMarioBros3-World4-Fortress2.png
http://www.vgmaps.com/Atlas/NES/SuperMarioBros3-World7-Area5.png
http://www.vgmaps.com/Atlas/NES/SuperMarioBros3-World3-Fortress1.png

Alguns do SMW:

http://www.vgmaps.com/Atlas/SuperNES/SuperMarioWorld-DonutPlains-DonutSecretHouse.png
http://www.vgmaps.com/Atlas/SuperNES/SuperMarioWorld-StarWorld-StarWorld1.png
http://www.vgmaps.com/Atlas/SuperNES/SuperMarioWorld-VanillaDome-VanillaSecret1.png

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Primeiras Impressões - Filme: Quem quer ser milionário?


É difícil ser imparcial depois de assistir um filme como esse.

O diretor Danny Boyle fez realmente um ótimo trabalho (melhor do que Trainspotting, por exemplo). Apesar da grande semelhança com o filme "verde-e-amarelo" Cidade de Deus, são filmes diferentes; não vou tirar o mérito de nenhum deles. Porém, concordo com Maurício Saldanha, do Cinema com Rapadura: o Oscar não precisava ter esnobado Cidade de Deus.

Enfim, voltando ao filme. Lá vai minhas considerações:
Fotografia fantástica, montagem e edição ágil, interpretações muito boas, excelente roteiro e direção. Destaque para o ator que interpreta o Jamal adulto (Dev Patel). É de uma autenticidade incrível!
A única coisa que me incomoda são alguns ângulos de câmera tortos, que são usados bastante em algum momento do filme, mas nada muito relevante.


A história, pra quem não sabe, começa com Jamal sendo "interrogado" por um policial, perguntando pra ele como conseguiu chegar na pergunta de 10 milhões de rúpias do programa de TV. A partir daí, ele conta a vida dele, e as coincidências que o levaram a sempre saber a resposta certa (mesmo sendo um favelado praticamente analfabeto...).

Há quem diga que o filme se sustenta pela "estética da pobreza", o que seria um grave defeito. Tenho minhas dúvidas.

Concluindo: é um ótimo filme. Mesmo que você seja cético, assista! Com certeza vai valer à pena, seja por um bom ou um mau motivo.

Horizontes claros, navegantes!

PS.: continuarei minha postagem sobre o Mario posteriormente. Precisei escrever este post antes.

Recomendações:
renatofelix.wordpress.com (encontrei por acaso, ótima resenha)
Nerdcast episódio149 (ótimo Podcast. Neste episódio, Maurício Saldanha emite sua opinião)